Petróleo: vacina contra Covid não recuperará demanda, diz IEA

ANÚNCIO

Hoje (12), a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) cortou sua previsão de demanda global de petróleo para 2020 e declarou que não espera que a perspectiva de uma vacina contra o coronavírus aumente significativamente a demanda até o próximo ano.

Em seu último relatório mensal, a AIE apontou que espera que a demanda mundial do combustível irá diminuir em 8,8 milhões de barris por dia este ano. Isso reflete uma revisão para baixo de 0,4 milhão de barris da avaliação do mês passado.

ANÚNCIO

A agência de energia sediada em Paris reduziu sua perspectiva de curto prazo com dados históricos fracos e novos casos de Covid-19 na Europa e nos EUA

Petróleo: vacina contra Covid não recuperará demanda, diz IEA
Fonte: (Reprodução/Internet)

Veja também: Petróleo sobe na esperança da vacina contra Covid superar os impactos do lockdown

IEA 5,8 milhões de barris de petróleo para 2021

Para o ano que vem, a AIE afirmou que o avanço da demanda diária de petróleo crescerá 5,8 milhões de barris, significando uma revisão positiva de 0,3 milhão de barris quando comparada ao relatório de outubro.

ANÚNCIO

Os preços do petróleo alcançaram três pregões consecutivos de ganhos desde que a Pfizer e a BioNTech disseram na segunda-feira que os primeiros resultados mostraram que sua vacina candidata era mais de 90% eficaz na prevenção de infecções por Covid.

Espera-se que uma vacina segura e eficaz possa ajudar a colocar fim à pandemia do coronavírus que já ceifou 1,28 milhão de vidas em todo o mundo. Com esta perspectiva, os mercados de petróleo aguarda que o imunizante gere aumento da demanda nos próximos meses.

“No entanto, é muito cedo para saber como e quando as vacinas permitirão que a vida normal seja retomada. Por enquanto, nossas previsões não projetam um impacto significativo no primeiro semestre de 2021”, disse a IEA.

ANÚNCIO

OPEP+ concorda em reduzir corte de produção

Diante da atual fraca procura global por petróleo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) decidiu pelo recorde de produção de 9,7 milhões de barris por dia a partir de 1º de maio.

O corte foi posteriormente reduzido para 7,7 milhões em agosto e a organização afirmou que planeja reduzir esse ajuste no próximo ano.

Segundo a IEA, a vacina dificilmente virá em socorro do mercado global de petróleo por algum tempo, a combinação de demanda mais fraca e oferta crescente de petróleo fornece um cenário difícil para a reunião dos países exportadores de petróleo.

Leia mais: Lucro da Saudi Aramco cai 45% com fraca demanda por petróleo

Exportadores ajustam previsão de demanda

Ainda, na quarta-feira a Opep+ cortou suas previsões de demanda global de petróleo para o restante deste ano e 2021, citando uma recuperação lenta da economia o que o esperado e um aumento nos casos de coronavírus.

O grupo de 13 membros declarou que a procura pela commoditie contrairá em 9,8 milhões de barris por dia ano a ano em 2020, antes de subir 6,2 milhões de barris anualmente no próximo ano.

Traduzido e adaptado por equipe Folha Capital.

Fonte: CNBC News.

ANÚNCIO