Petróleo: preços caem mais de 5% com aumento de casos da Covid-19

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Nesta quarta-feira (28), os preços do petróleo caíram mais de 5% levando o contrato Brent aos valores do meses mais críticos da pandemia do coronavírus. O aumento das infecções nos Estados Unidos e na Europa também alimentou as expectativas de quedas na demanda por combustível.

De acordo com o Departamento de Energia dos EUA, os estoques de petróleo dos EUA aumentaram mais do que o esperado na semana passada, uma vez que a produção apresentou crescimento recorde também pressionando os preços da commoditie.

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Neste cenário, os Estados Unidos, Rússia, França e outros países registraram números recordes de casos de Covid-19 nos últimos dias e os governos europeus introduziram novas medidas de controle para tentar conter a rápida disseminação.

Petróleo: preços caem mais de 5% com aumento de casos da Covid-19
Fonte: (Reprodução/Internet)

Segunda onda do coronavírus afeta preços do petróleo

Segundo a presidente da consultora Lipow Oil Associates, Andy Lipow, o aumento na produção da commoditie levou a uma acumulação inesperada de petróleo bruto e o quadro pode piorar com a ocorrência do lockdown em países da Europa. Para a profissional, esta é apenas mais notícias ruins sobre o mercado de combustíveis.

Com isso, os futuros do Brent caíram 5,1%, a $ 39,12 o barril, enquanto o petróleo bruto U.S. West Texas Intermediate (WTI) caiu 5,5%, para US$ 37,39 o barril. Esse foi o desempenho mais baixo de fechamento do Brent desde 12 de junho e para o WTI desde 2 de outubro.

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Também, o chefe do braço comercial da Saudi Aramco (2222) declarou que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (OPEP+) terão que lidar com muitos problemas de demanda antes de aumentar a oferta como esperado em janeiro de 2021.

Leia mais: OPEP corta previsão de crescimento da demanda por petróleo.

Produção na Líbia e estímulo fiscal prejudicam o combustível

Os especialistas do mercado de commodities afirmaram que os preços do petróleo também foram afetados pelo aumento da produção de petróleo da Líbia e pelas perspectivas de um acordo rápido sobre novo estímulo dos EUA.

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Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu que um pacote de ajuda econômica era improvável até depois da eleição da próxima semana.

Por fim, as quedas dos preços do petróleo refletiram no recuo de outros mercados de ativos de risco, como por exemplo os índices de ações dos EUA entre eles o S&P 500 (INX) que operou em baixa de 3,53% no último pregão.

Traduzido e adaptado por Equipe Folha Capital.

Fonte: Reuters.

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