Oi irá se dividir em 4 unidades e pretende vender 3 delas

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A operadora telefônica Oi é uma das marcas mais conhecidas neste ramo aqui no Brasil. No entanto, há alguns anos os clientes da empresa reclamam sobre os serviços. No ano de 2019, ela foi a companhia que obteve a menor pontuação de satisfação pelos consumidores.

Devido ao grande número de dívidas que abrangem desde ações na justiça movidas por clientes até sanções pecuniárias da Anatel, a empresa entrou com pedido recuperação judicial há 4 anos atrás.

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Recentemente, foi divulgada uma nova proposta incluindo grandes modificações na sua estrutura. Essas alterações foram vistas como radicais, levantando até a afirmação de que a Oi não será a mesma em 2021.

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Fonte:(reprodução/internet)

Oi irá se dividir em 4 unidades e pretende vender 3 delas. Entenda como será feita essa operação de uma das maiores operadoras telefônicas do Brasil. Saiba também como isso pode interferir no projeto de implementação da tecnologia 5G no país.

Pedido de recuperação Judicial

Vamos criar um contexto para que seja compreensível as notícias sobre reestruturação da Oi. Bom, na metade do ano de 2016, a companhia deu entrada requerendo recuperação judicial no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

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A iniciativa foi movida pela quantidade estratosférica de dívidas que ultrapassaram o valor de 64 bilhões de reais na época. Diversos clientes da marca já tinham levado a pessoa jurídica à justiça e ela possui histórico imensos de reclamações nos serviços.

Fora isso, era campeã em receber multas aplicadas pela Agência Nacional de Telecomunicações-Anatel. Conforme reportado na época pela Folha de S.Paulo, o montante de crédito era constituído 70% por endividamentos advindos de negociações no exterior.

Depois de várias tentativas de acordos e ajustes não cumpridos, a Oi optou por pedir a recuperação judicial como forma de se proteger. Finalmente, em 2017 o pedido foi concedido e neste ano, em meio à pandemia, alterações foram propostas no plano de recuperação.

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Nova proposta inclui divisão

Depois de anos temerosos para a empresa, a Oi vinha apresentado bom desempenho no ano de 2019. Chegou a adquirir faturamento líquido de aproximadamente 568 milhões de reais. Porém, este ano o cenário tem sido pessimista.

Segundo dados da mídia, o que era festa se tornou pavor, a operadora caiu de lucros ao prejuízo somado em 6,28 bilhões de reais. De acordo com os administradores da marca, a queda aconteceu devido às oscilações cambiais sobre suas ações.

Com isso, uma aditamento na proposta da recuperação judicial foi feito. O projeto consiste na divisão da telefonia em 4 partes, que correspondem às Unidades Produtivas Isoladas ou Upis. A separação visa garantir a valorização da empresa, quitar dívidas e levantar recursos.

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Fonte:(reprodução/internet)

O novo interesse da companhia é no mercado de fibra óptica, de acordo com a Oi a nova estruturação possibilitará o  expandimento da empresa e irá respaldar os novos investimentos. Vamos entender um pouquinho sobre esta operação.

Com o repartimento das redes, as unidades serão Telefonia Móvel, Torres, Infra e Data Center. Quase todas serão vendidas, com exceção da Infra, o que gerará um retorno de mais de 16 bilhões de reais à operadora.

Com estes serviços à venda, a abrangência das atividades da Oi será diminuída para área de infraestrutura de telecomunicações e redes, segundo o MoneyTimes. Além dessa modificações gigantescas, os planos também abrangem a venda de ações do que ficou intacto.

Conforme fontes da página citada acima, a companhia disponibilizará no mercado 25% a 51% do seu capital. A estimativa é que os resultados das ações adotadas sejam sentidos daqui 5 anos, quando será apresentada uma Nova Oi no mercado financeiro.

Oi pode atrapalhar a implementação do 5G

Após alguns meses suspenso devido à pandemia, a retomada dos projetos da tecnologia 5G  aconteceu. Nos últimos meses alguns impedimentos aconteceram em níveis internacionais, como por exemplo o corte feito por Trump nas companhias chinesas de tecnologia.

Depois do pronunciamento do governo americano, o representante dos Estados Unidos na Europa apelou ao grupo econômico europeu para que dê preferência na utilização de recursos de outras empresas, que não fosse a Huawei.

Essas ações causaram algumas tensões nas relações diplomáticas entre os países. Mas, após algumas trocas de farpas entre o governo chinês e norte-americano, Trump autorizou o retorno de parcerias de marcas estadunidenses com a companhia do país asiático.

Já no Brasil, um episódio inusitado pode brecar a realização do leilão da quinta geração dos dados móveis por aqui: a proposta de reestruturação da Oi. De acordo com fontes do Space Money, a venda dos ativos da operadora tem pressionado a Anatel para o adiamento do leilão.

Para os especialistas do ramo, caso o calendário da Anatel seja mantido, o novo plano pode competir diretamente com as ações da Oi que serão disponibilizadas, e os investidores podem dar preferência a estes produtos.

É válido informar que as operações do 5G estão previstas de acontecer nos  próximos três meses de 2020, período em que acontecerá a votação dos credores para a execução das novas medidas da propostas pela marca citada.

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