Demanda por petróleo pode demorar alguns anos para se recuperar

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O mercado de petróleo já estava enfrentando algumas dificuldades antes mesmo da pandemia. Com a aparição do vírus e a paralisação das atividades por todo o mundo colaborou para uma crise no setor.

Quando falamos sobre petróleo, logo, pensamos nos automóveis e a baixa procura por combustível durante a quarentena. No entanto, este ramo transcende os serviços de postos de gasolina.

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A aviação, que é um dos setores que mais exige o uso de petróleo, tem enfrentado um de seus piores momentos devido a atual situação, o que afetou diretamente o ramo petrolífero, isto não só no Brasil, mas também à nível internacional.

petróleo
Fonte:(reprodução/internet)

A demanda por petróleo pode demorar alguns anos para se recuperar. Entenda como está o atual cenário de produção e consumo deste recurso. Acompanhe também as previsões de uma futura recuperação.

Mercado petroleiro na Venezuela

Apesar de vários fatores que enfraquecerem o desenvolvimento econômico da Venezuela, ela é considerada uma potência quando o assunto é produção de petróleo. De acordo com dados da mídia, o país sul americano é o número 1 no ranking internacional.

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Em 2019, os dados de produção era de 302,81 bilhões de barris de petróleo venezuelano, o que representa cerca de 24,9% das reservas mundiais. Este mercado é tão expressivo na Venezuela que é fonte da receita mais essencial do governo.

Porém, este ano tem sido diferente para o nosso país vizinho, com toda essa questão de pandemia e seus efeitos, esta indústria foi duramente afetada. Segundo noticiado pelo Isto É Dinheiro, o setor recuou na produção que era de bilhões para 570 mil barris no mês de maio.

Ainda, de acordo com a fonte, a retração coloca o mercado nos níveis registrados em 1943, quando a fabricação era abaixo de 400 mil. Estes dados são preocupantes, tendo em vista que a Venezuela se encontra em um patamar crítico de sua economia.

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Sinais de recuperação

A queda na demanda de petróleo não foi apenas em regiões isoladas, mas no mundo inteiro. A desvalorização das ações de empresas petrolíferas são notáveis na Europa, Estados Unidos e aqui no Brasil.

Depois das quedas apontadas na bolsa de Londres e de Nova Iorque, na última terça feira (16), a Wall Street apresentou registros de valorização que chegaram a 3%. A Agência Internacional de Energia também anunciou estimativas positivas para o ramo petroleiro ainda em 2020.

Com esses fatores em evidência, as ações Brent fecharam o dia em alta de 3,1% e as do West Texas Intermediate em 3,4%. O impulso também foi resultado dos sinais de reaquecimento da economia norte-americana no setor de varejo.

Entretanto, o cenário ainda é cauteloso. Em alguns países o contágio do vírus segue crescendo e uma segunda onda de contaminação continua em observação em território americano e chinês, conforme notícias da Época Negócios.

Previsão de aumento da demanda

Com a reação positiva do ramo petrolífero, a Agência Internacional de Energia – IEA promoveu o aumento da projeção de demanda diária em 2,1 milhões de barris. Essa é o novo índice previsto para os próximos três meses de 2020.

O que mostra uma melhora significa tendo em vista as estimativas para uma futura recuperação não é das mais otimistas. De acordo com o InfoMoney, a retomada da produção e procura por petróleo pode demorar alguns anos.

Os efeitos da quarentena atingiram setores importantíssimos da indústria, como por exemplo o de aviação. Com a suspensão de vôos internacionais e a redução do tráfego aéreo no âmbito interno levou grandes prejuízos ao ramo e consequentemente repercutiu na demanda de petróleo.

A projeção para o próximo ano é de que o consumo mundial de combustíveis seja 2,5% inferior ao patamar registrado em 2019, o que foi atribuído a queda dos serviços de aviação. Ainda, mesmo com o relatório negativo, de acordo com o IAE os índices são melhores do que o projetado anteriormente.

Por fim, os especialistas desta indústria alegam que os níveis de produção de barris podem demorar 3 anos para voltar ao patamar de 100 milhões. Até então, segundo levantamentos a previsão para este ano é de 97,4 milhões de barris, quantidade 2,4 milhões inferior à alcançada em 2019.

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