Coreia do Sul e Norte: explosão de escritório diplomático reacende conflito

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Não é de hoje que as relações entre Coreia do Sul e Norte não são boas. Em meio a tanto caos que tem acontecido no mundo, recentemente um novo episódio deste confronto acontece: a explosão de escritório diplomático na fronteira com o país sul coreano.

O confronto teve interferência até mesmo dos Estados Unidos, que protagonizou conflitos fervorosos com líder do governo norte coreano, entre 2017 e 2019. Há anos os governantes da Coreia do Sul têm tentado firmar acordos com o país vizinho, mas sem sucesso.

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Logo após o capítulo violento noticiado, negociações foram propostas, mas também não lograram êxito. De acordo com a mídia, o político Kim Jong- un iniciou sua estratégia com a explosão, e tem o objetivo de usar a corrida eleitoral para a presidência norte-americana  ao seu favor.

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Fonte:(reprodução/internet)

Coreia do Sul e Norte: explosão de escritório diplomático reacende conflito. Entenda o motivo que levou o governo norte-coreano a adotar a medida agressiva. Saiba também como o governo americano reagiu aos atuais acontecimentos.

Relacionamento entre as duas Coreias

Os embates entre as duas nações perdura mais de 5 décadas. Tudo começou em 1950 com a ultrapassagem da fronteira por parte do exército da Coreia do Norte e as diferenças no sistema de governo e economia acentuam as discussões.

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Enquanto a Coreia do Sul é capitalista e presidencialista, o modelo econômico norte coreano é comunista e seu governo é reconhecido como ditatorial. A grande crítica em cima das lideranças dos representantes do Partido dos Trabalhadores da Coreia é a fomentação de testes nucleares.

De acordo com a página do Isto é, o regime do país vem sendo penalizado por organizações internacionais há mais de 10 anos. As medidas adotadas pelo lado norte não agradam os presidentes que passaram pela Coreia do Sul .

Há três anos atrás, os satélites americanos identificaram uma intensificação de testes nucleares por parte dos norte-coreanos. Nesta época, Trump interveio e alegou que iria determinar intervenção dos militares no país de Kim Jong-un.

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Fonte:(reprodução/internet)

Depois de tentativas de acordo, finalmente, em 2018, o americano e o líder do país asiático se comprometeram em manter um relacionamento de paz e estabilidade. E Kim concordou em desnuclearizar a sua nação.

Enquanto isso, após alguns anos sem relação diplomática entre os governos asiáticos, no mesmo ano uma aproximação ocorreu entre as Coreias com a ocorrência das Olimpíadas. O que colaborou para que o Líder Supremo do norte suspendesse os testes de mísseis.

No entanto, no começo do ano passado Moon Jae-in disse que mais uma vez que a Coreia do Norte estava construindo uma nova base para a realização de operações nucleares, no mesmo local onde tinha sido desativada as movimentações anteriores.

Explosão provocada pela Coreia do Norte

Há algum tempo, o governo norte-coreano vem ameaçando atacar o país vizinho, mas até então, nenhuma ação tinha sido executada. Mas, na última terça-feira (16), foi noticiada a explosão do escritório diplomático da Coreia do Norte na região da fronteira em Kaesong.

O estabelecimento tinha sido criado para ajudar a comunicação com os sul coreanos, tendo em vista que se localizava na cidade onde reside a área fronteiriça entre os dois países. Segundo fontes do Correio Braziliense, a irmã de Kim Jong-un se pronunciou antes do episódio.

Há dias atrás, ela soltou ameaças de que o escritório iria ser “completamente destruído”. De acordo com a mídia, a irmã do líder do governo ditatorial tem roubado as cenas ultimamente com posicionamentos rígidos e inflexíveis. Tudo indica que ela será a próxima a ocupar o cargo mais alto do país.

Entenda o porquê do confronto

A medida violenta da Coreia do Norte foi uma reação às críticas do governo de Kim. Conforme relatos do G1, alguns norte coreanos que passaram a residir do outro lado da fronteira estavam ,constantemente, jogando panfletos no território do país natal, e isso irritou os políticos.

Dentro dos apontamentos feitos pelo povo, estavam as supostas violações aos direitos humanos e a ampliação de programa nuclear feito pelo lado Norte. Desde então, o conflito tem se reacendido entre as Coreias.

Na tentativa de reforçar os acordos estabelecidos anteriormente, o presidente da Coreia do Sul pediu para que o país vizinho contenha os ataques e opte por negociações diplomáticas. O último capítulo dessa história foi marcado pela rejeição do acordo oferecido por Moon.

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Fonte:(reprodução/internet)

O sul coreano pediu o envio de representantes para reduzir a tensão criada com a explosão do escritório, no entanto, o governo oposto não concordou e negou os esforços. Por fim, os Estados Unidos também interferiu no confronto.

O governo americano se pronunciou no sentido de discordância com a atitude tomada por Kim e sua irmã (que ocupa cargo alto no partido coreano). Ainda, manifestou apoio total à Coreia do Sul e à sua tentativa de manter as relações mais apaziguadas possíveis.

Há quem diga que o governo norte-coreano tem intenções de utilizar as eleições dos Estados Unidos, que ocorrerá ainda este ano, ao seu favor.  Para os críticos, a relação com o lado Sul é apenas uma forma de chegar até o governo americano, para que ocorra a amenização de sanções internacionais e comerciais impostas por Trump.

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