China se torna o maior mercado de produtos de luxo

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De acordo com um relatório divulgado na quarta-feira (16) pela plataforma de compras Alibaba (BABA) e pela consultoria Bain, o mercado de luxo chinês cresceria 48% este ano para cerca de 346 bilhões de yuans (US$ 52,9 bilhões) apesar da pandemia.

O crescimento quase dobrará a participação geral da China continental na indústria global de 11% no ano passado para 20% em 2020, disseram as empresas.

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O aumento nas vendas em produtos de luxo na China foi ocasionado por consumidores que geralmente gastariam esse valor em viagens no exterior. De maneira geral, o gasto dos chineses com produtos de luxo teve uma baixa de 35%, de acordo com a Bain e a Alibaba (BABA).

China se torna o maior mercado de produtos de luxo
Fonte: (Reprodução/Internet)

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Compras de luxo atingiram pico na China

Segundo o relatório das empresas, a parcela da China continental nas compras globais de luxo da China atingiu o pico neste ano, mas o crescimento na China continental não compensa o consumo chinês perdido no exterior.

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A Bain e a Alibaba (BABA) projetam que o mercado global de luxo encolherá 23% em 2020, à medida que a pandemia continua a limitar as viagens e as compras em muitos lugares.

Em abril, os consumidores da China estavam começando a comprar bolsas, sapatos e joias caras novamente, dando aos varejistas alguma esperança à medida que as vendas em outros mercados diminuíam.

As restrições de viagens ajudaram a impulsionar as vendas na China. Outro fator por trás do aumento foi apelidado de gasto de vingança, ou uma liberação da demanda reprimida enquanto as pessoas emergiam de semanas de confinamento. 

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Incentivos do governo impulsionaram consumo

Os incentivos do governo também ajudaram. No início deste ano, as autoridades chinesas distribuíram cupons para ajudar a incentivar as pessoas a fazer compras, de acordo com a mídia estatal . Isso também impulsionou o consumo de luxo, disseram a Bain e a Alibaba (BABA) na quarta-feira.

Os varejistas perceberam as mudanças na dinâmica do mercado. A tendência ajudou a criar um aumento nas vendas neste semestre para várias empresas, como Tiffany (TIF) e Burberry (BBRYF).

A LVMH (LVMHF) apontou para grande força da demanda vinda da China continental em uma teleconferência de resultados de outubro. “Do ponto de vista da demanda, não temos nenhuma preocupação especial e estamos muito satisfeitos com a resposta”, disse o diretor financeiro Jean-Jacques Guiony. 

Em cinco anos, espera-se que a China se torne o maior mercado de luxo do mundo,  mesmo depois que o mundo retornar aos níveis anteriores à Covid-19, escreveram os consultores da Bain.

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Traduzido e adaptado por equipe Folha Capital.

Fonte: CNN.

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