Bolsas disparam em meio à crise – Entenda o fenômeno

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Apesar de 2020 ter sido um ano de altos e baixos, as Bolsas de valores de todo o mundo mostraram ganhos surpreendentes em meio à crise econômica mundial. Prova disso é que, no Brasil, a B3 (B3SA3), a bolsa brasileira teve alta de 3%. 

A última sessão do ano passado atingiu os 119.017 pontos. Mas esse cenário veio após a Bolsa registrar perda acumulada de 45% durante a pandemia do coronavírus. Mas em 15 de dezembro, o mercado conseguiu zerar esses prejuízos. 

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No entanto, o recordista em ganhos no mercado foi a Bolsa Nasdaq dos EUA que atingiu valorização de 42%. Enquanto o índice amplo americano S&P 500, composto pelas maiores companhias de capital aberto no país, acumulou alta de 15% em 2020.

Bolsas disparam em meio à crise - Entenda o fenômeno
Fonte: (Reprodução/Internet)

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Especialistas explicam alta das Bolsas

De acordo com a diretora da Schroders, Sue Noffke, o desempenho das ações é justificado pelo otimismo dos investidores. Bem como pelos bancos centrais que injetaram alto volume de capital nas economias globais. 

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A profissional também destacou que as Bolsas de Valores não operam levando em consideração apenas o cenário atual, mas também as possibilidades futuras. Neste caso, o mercado está ligado no horizonte pós coronavírus. 

As notícias sobre as vacinas contra Covid-19 também motivaram as aplicações. Isto porque os imunizantes em desenvolvimento ou já aprovados irão impulsionar a retomada do crescimento das economias. 

Liquidez extraordinária dos bancos centrais

Além dos motivos citados acima, o excesso de liquidez gerado pelos bancos centrais resultou em efeitos sobre a economia. O Banco da Inglaterra, por exemplo, se prepara para comprar R$ 6,5 trilhões em títulos privados e públicos. 

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Na mesma linha, o Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, negociou mais de R$ 16 trilhões em ativos. Essas iniciativas resultaram em empréstimos mais baixos, o que é um benefício para as companhias. 

Bolsas disparam em meio à crise - Entenda o fenômeno
Fonte: (Reprodução/Internet)

Segundo Sue Noffke, o dinheiro mais barato resulta numa valorização dos ativos financeiros e, consequentemente, serve de suporte para o avanço das Bolsas de valores mundiais. 

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ETFs impulsionam preços das ações

Também como pano de fundo para os ganhos das Bolsas de valores estão os ETFs. Há mais de 8 anos essa modalidade de investimento cresceu significativamente. O ETF nada mais é que um fundo de aplicação que reproduz o desempenho de um índice da bolsa. 

Conforme o especialista em mercado financeiro da Universidade de Warwick, Johannes Petry, foi possível identificar que os investidores passaram a aplicar seus recursos em fundos passivos como o ETF. Sendo que, anteriormente, os fundos ativos eram prioridade.

Com esse movimento, o aumento da procura por cotas desses fundos de investimentos reverberou na valorização dos preços das ações das companhias que compõem o índice de referência do ativo. 

Alerta ao otimismo 

Embora as Bolsas estejam surfando numa onda favorável, o sócio da Themis Trading, Joe Saluzzi, acredita que as ações podem estar prestes a cair. Para o profissional os investidores estão otimistas demais, quando na verdade eles deveriam estar tensos sobre o futuro do mercado. 

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