Biosev (BSEV3) tem prejuízo aumentado, segundo relatório trimestral

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A Biosev (BSEV3) reportou prejuízo aumentado de R$ 280,8 milhões no primeiro semestre do seu ano fiscal, contra perda de R$ 163,7 milhões no mesmo período em 2019.

De acordo com a processadora de cana-de-açúcar, o desempenho negativo foi resultado da oscilação cambial o que gerou alta no endividamento em dólar. 

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A empresa também informou que o volume de dívidas subiu 36% devido à desvalorização do Dólar ante o Real. No total, a companhia soma 7,3 bilhões de reais em crédito. 

Biosev (BSEV3) tem prejuízo aumentado, segundo relatório trimestral
Fonte: (Reprodução/Internet)

Biosev (BSEV3) indica alta dos lucros apesar do prejuízo

Segundo o relatório trimestral, a Biosev (BSEV3) registrou alta do lucro Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização), mesmo com o aumento do prejuízo. 

  • Lucro Ebitda: aumento de 10%, na comparação anual, para R$ 321 milhões. 
  • Avanço de 2,9 % na produção média dos canaviais, para 94,5 toneladas.

A companhia informou que a disparada no faturamento ocorreu em razão do bom resultado adquirido com as lavouras e o açúcar. 

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Vendas do açúcar impulsionam receita

Ainda, em meio aos déficits gerados pela volatilidade do câmbio, a empresa indicou receita líquida de R$ 2,7 bilhões o que representou uma alta de 53,4%. A marca afirmou que a receita foi impulsionada pela exportação do açúcar durante o primeiro trimestre temporada 2020/21.

Esses resultados se devem às melhorias na qualidade do nosso canavial, nos tratos culturais e eficiência operacional”, declarou o CEO da Biosev (BSEV3), Juan José Blanchard. 

Biosev (BSEV3) compensa dívidas com receita

De acordo com a companhia, os prejuízos causados pela valorização de 42,9% do Dólar foram compensados em parte pela alta da receita. Apesar desta compensação, as dívidas em moeda americana cresceram 36%. 

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Em meio às tentativas de reordenar os créditos, a Biosev (BSEV3) anunciou que mantém negociações com a Raízen Energia para uma possível venda de seus ativos. 

Porém, o presidente da empresa esclareceu que as marcas estão em tratativas preliminares, e que não existe acordo vinculante assinado.

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