Ações da AES (TIET11) e Eneva (ENVE3) despencam após proposta de compra

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As empresas brasileiras AES Corporation (AES), estadunidense, e Eneva (ENVE3), fizeram proposta ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para adquirir fatia de sua participação na geradora de energia elétrica AES Tietê (TIET11).

Caso o banco aceite a oferta da AES Corp. (AES), ela vai ter que desembolsar R$17,15 por cada ação, o que resultará um total de R$1,21 bilhão. Atualmente, o BNDES tem participação de 28,41% na companhia, com o acerto da negociação, passará a ter cota de 9,91%.

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O interesse das empresas numa fusão com a AES Tietê (TIET11) não repercutiu positivamente nas ações das companhias interessadas, que tiveram forte queda em seus papéis. Apesar de termos atrativos aos investidores, a proposta parece não ter agradado integralmente.

Ações da AES (TIET11) e Eneva (ENVE3) despencam após proposta de compra
Fonte: (Reprodução/Internet)

Confira mais informações sobre a operação e qual foi a repercussão no mercado financeiro.

Oferta de compra desvaloriza ativos no mercado

A AES Corp. (AES) e Eneva (ENVE3) vem disputando desde o começo do ano para adquirir ações da AES Tietê (TIET11). As empresas tiveram suas propostas retiradas e rejeitadas pelo Conselho da AES Tietê e agora tentam mais uma vez comprar a participação do BNDES.

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Após a divulgação da proposta, os ativos das companhias caíram significativamente. As ações da AES Tietê (TIET11) tiveram baixa de 6,36%, enquanto as da Eneva (ENVE3) recuaram 1,84%, segundo o InfoMoney.

De acordo com os especialistas, o mercado enxerga com incertezas a compra da cota parte do BNDES por qualquer uma das companhias. Para eles, a empresa americana, que atualmente possui 24,35% do capital da AES Tietê (TIET11), poderá barrar futuras propostas de fusão.

Já a corporação brasileira não atende aos critérios de política de dividendos e produção em energias não poluentes, ambos são interesses da AES Tietê (TIET11), segundo os analistas. Logo, os investidores avaliam como improvável a aceitação da oferta pelo BNDES.

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AES Corp. (AES) propões inserção no Novo Mercado

A AES Tietê (TIET11) faz parte da lista de Nível 2 da B3 que é um padrão consideravelmente alto na Bolsa de Valores. As empresas que compõem este grupo precisam atender regras mais rígidas de transparência e de comercialização de ativos.

Ações da AES (TIET11) e Eneva (ENVE3) despencam após proposta de compra
Fonte: (Reprodução/Internet)

O nível 2 abarca tanto ações preferenciais como ações ordinárias, no entanto, acionistas que possuem a primeira opção só podem votar em assembleia geral quando se tratar de situações denominadas como críticas.

Na proposta de compra das ações do BNDES, a AES Corp. (AES) se propôs em levar a geradora de energia elétrica para o Novo Mercado da B3, que é o mais alto padrão de governança das corporações que têm ações inseridas na bolsa.

Com ele, os acionistas minoritários e majoritários possuem uma maior aproximação em seus direitos sobre os ativos de uma empresa, como por exemplo o pagamento igualitário em caso de venda da companhia.

Estima-se que o BNDES receberá 1,27 bilhão de reais, caso a transação se concretize. Restará ao banco 9,91% de participação, a qual posteriormente poderá ser posta à venda na bolsa de valores.

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